quarta-feira, 29 de julho de 2009

Projeto e "torcida extra" motivam volta de Chico Serra à Stock

Postado por Luciana Melo às 04:31
Chico Serra aprova projeto do novo carro e tem
Chico Serra aprova projeto do novo carro e tem "torcida extra" com patrocinador

O piloto Chico Serra é o mais experiente da Stock Car na atualidade. Tricampeão em 1999, 2000 e 2001, ele voltou à categoria depois de um ano parado - aquele que seria o de sua aposentadoria. Um projeto inovador fez com que o piloto de 52 anos repensasse a carreira. Sua equipe, a Hot Wheels Racing, é patrocinada por uma marca famosa de miniaturas de carros.

Ainda em readaptação na Stock, Chico Serra vê os pilotos mais jovens dominando o circo - inclusive seu filho, Daniel Serra. "A molecada anda bem, mas eu quis voltar mesmo assim porque não estava conseguindo ficar longe da Stock. Ainda não é hora de parar", disse o experiente Chico Serra, em entrevista ao Terra.

Neste final de semana, ele participa de um evento de colecionadores de miniaturas. A "convenção" ocorre sábado e domingo, no Shopping Eldorado, em São Paulo, e a entrada é gratuita. Os carrinhos, aliás, já renderam torcida extra ao piloto na Stock. "Tem muitas crianças que simpatizaram com o projeto e acabam torcendo para mim. Isso é muito legal, espero não decepcionar essa 'exigente' torcida", brincou Chico Serra.

Nesta conversa, o piloto também conta das suas expectativas para o futuro, a experiência na Fórmula Truck e a história na Fórmula 1.

Confira a íntegra da entrevista com Chico Serra:

Terra - O que te motivou a voltar à Stock?
Chico Serra - Era a falta que eu sentia de estar guiando, além do projeto desse carro novo. É um grande avanço, um modelo totalmente inovador. As tecnologias são novas, o carro é atualizado e isso me atrai bastante. Além disso, é um projeto legal pelo apelo, uma marca de carrinhos entrando no mundo da Stock. Tem muita criança acompanhando por conta disso e acabei ganhando uma "torcida extra", mais uma motivação para eu seguir correndo.

Terra - Você costumava colecionar esses carrinhos na infância e adolescência?
Chico Serra - Eu tinha, como todo moleque tem. Curtia, tinha alguns carrinhos, mas não era um colecionador dedicado. Depois fui parando, mas vamos ver se agora pego o gosto de novo.

Terra - Existe algum projeto para uma miniatura do seu carro da Stock?
Chico Serra - Todo mundo me pergunta isso, sobre quando vai sair e tudo mais. Não posso falar pela empresa que patrocina, mas acho que em breve haverá o lançamento de um carrinho meu.

Terra - Como você avalia o desempenho da "nova geração" da Stock? Pilotos que eram de outras categorias estão se dando bem lá?
Chico Serra - Tem que ter renovação. A Stock já está passando por isso. Ingo Hoffmann, Paulo Gomes e Xandy Negrão já pararam, eu também parei e voltei agora. E, curiosamente, a nova geração conta com nossos filhos. São pilotos mais agressivos, e tão rápidos quanto nós. A categoria só tem a ganhar.

Terra - Qual sua relação com o seu filho (Daniel Serra) e os filhos dos seus amigos?
Chico Serra - Na pista a gente não pensa muito sobre isso. Meu filho, por exemplo, é um concorrente como qualquer outro e isso é natural. Os pilotos como o Daniel (Serra), o Marcos (Gomes) e o Xandinho Negrão já são experientes, mesmo com a pouca idade, e dão muito trabalho. Creio que eles estão construindo carreiras de sucesso e vão brigar por título, como já têm brigado.

Terra - Como você avalia a maior exposição da Stock hoje?
Chico Serra - É bom demais para a categoria. O top dos pilotos brasileiros está hoje na Stock Car. Tem muito ex-piloto de Fórmula 1, de outras categorias também. O lado promocional também cresceu demais, estava estagnado, agora temos uma exposição enorme. O evento é muito bom e tem potencial para crescer ainda mais.

Terra - Falando um pouco de Fórmula 1. Você acha que a experiência de uma equipe brasileira, como a Copersucar, pela qual você correu, poderá se repetir algum dia?
Chico Serra - Acho que foi uma experiencia única. Não vejo hoje alguém ter uma iniciativa como o Wilson Fittipaldi teve, ideia e coragem para montar uma equipe. Mas, na verdade, quando entrei na equipe, já tinha uma estrutura toda inglesa. A equipe era de lá, os mecânicos. Brasileiros tinham poucos, e os que tinham já eram radicados há muito tempo na Europa.

Terra - O problema da Copersucar foi só falta de recursos?
Chico Serra - Quando eu entrei na equipe, ela era muito bem estruturada. Tinha gente muito boa, o projeto era excelente. Mas a parte financeira falhou, pois um patrocinador alemão que iria ajudar a equipe acabou recuando e tirando uma boa fonte de recursos. Assim, não teria como fazer sucesso. Fora o problema financeiro, estava tudo ótimo.

Terra - Outra experiência interessante foi na Fórmula Truck, ano passado. Como surgiu o convite?
Chico Serra - Foi uma iniciativa do Djalma Fogaça (experiente piloto da Truck), que foi na última corrida da Stock de 2007, em Interlagos. Lá ele me encontrou, perguntou se eu já havia pensado em correr de caminhão. Ele me encorajou a tentar, mas no dia nem levei muito a sério. Depois o Djalma ficou me ligando durante a semana e me convenceu de que seria uma experiência legal. Fui correr na equipe dele, e realmente é muito legal. É um grande evento, bem bacana, um show.

Terra - E a adaptação foi complicada?
Chico Serra - Foi sim, é muito diferente de guiar, tem que virar o volante. Tem um motor muito forte, uma potência muito grande. Para minha surpresa, ele freia bem. Mas ele é muito lento, pelo peso do caminhão, disso não gostei muito. Fiz quatro corridas, todas em circuitos já conhecidos, e deu para sentir bem a diferença.

Terra - Na Stock, você pretende correr até quando?
Chico Serra - Ainda não pensei muito nisso. Achei que em 2007 seria o momento, mas não era e acabei voltando. Então, vou ser mais cauteloso ao pensar nisso e curtir meu momento na Stock.


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