Os pais de Marcelinho Machado já viajaram mais de 40 mil quilômetros atrás do filho
Invicta até agora na Copa América, a seleção brasileira está muito perto de carimbar o passaporte para o Mundial da Turquia, em 2010. E já tem gente com as passagens compradas. Pulando de avião em avião, Renê e Cristina Machado não economizam nas milhas para ver os filhos Marcelinho e Duda com a camisa amarela. Se os jogadores fizerem o dever de casa e garantirem a viagem a Istambul no ano que vem, a soma das distâncias entre as cidades que o casal já visitou chegará a 40 mil quilômetros – exatamente a medida da circunferência da Terra.
- Não conheço ninguém que tenha esse privilégio de contar com dois filhos em uma seleção do porte do Brasil. Estou muito feliz aqui em San Juan, e já estamos com as passagens compradas para a Turquia – afirmou Renê, com a bandeira brasileira em punho no Coliseu Roberto Clemente.
Casados há 43 anos, Renê e Cristina começaram o périplo em Vilha Velha, no Espírito Santo, quando Marcelinho estreou na seleção disputando o Sul-Americano sub-21 de 1996. O Brasil foi campeão, e o ala teve média de quase 20 pontos por partida.
De lá, começou a volta ao mundo. Na Copa América de 2001, em Neuquén, na Argentina, a média de pontos pulou para 23, e o Brasil foi vice-campeão. O casal lembra de histórias curiosas com o técnico Ary Vidal, como a noite em que foram jantar em um restaurante bem perto do hotel. Na volta, Ary queria ir de táxi, mas Renê estranhou, dizendo que seria um absurdo pegar um carro para uma distância tão curta. Só não contava com o frio congelante da Patagônia, que o fez se arrepender no meio do caminho.
Além da Argentina, Renê e Cristina ainda foram a Atenas, no ano passado, quando o Brasil disputou o Pré-Mundial da Grécia e não conseguiu a classificação às Olimpíadas. Foi a primeira vez que Marcelinho e Duda jogaram juntos na seleção. Na volta ao Rio de Janeiro, contudo, o irmão mais velho cogitou se aposentar da equipe nacional.
- Nós estávamos em um churrasco quando ele falou isso. Sentei com ele para conversar e perguntei: “Por que tomar essa decisão agora que você está num ótimo momento da carreira?” – lembra Renê.
O papo surtiu efeito, Marcelinho repensou a decisão, e lá estão os irmãos juntos outra vez, agora na Copa América de San Juan. Se depender do pai e da mãe, essa história ainda vai longe.
- Para o Mundial de 2010 o Marcelo ainda vai, mas o meu sonho era vê-lo em uma edição das Olimpíadas. Em Londres, ele vai ter 37 anos, vamos ver como vai ser – afirmou Renê, com um olho na bandeira do Brasil e o outro na quadra do Coliseu Roberto Clemente, onde os filhos batiam bola.
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