Seleção oscila no início, mas volta a jogar bem e termina preparação como uma das favoritas ao título na África do Sul em 2010
O técnico Dunga comanda o treinamento desta terça-feira no estádio Morenão
De vaias, resultados ruins, protestos da torcida contra time e técnico a vitórias arrebatadoras, futebol convincente, título da Copa das Confederações e classificação com três rodadas de antecedência para a Copa do Mundo de 2010. Foram quase dois anos em que um pouco de tudo aconteceu com a seleção brasileira nas eliminatórias. Mas, depois de tanta turbulência, o Brasil encerra a competição, contra a Venezuela, às 19h (horário de Brasília), no estádio Morenão, em Campo Grande, em alta com um time praticamente pronto e como um dos grandes favoritos a conquistar o título mundial na África do Sul.Apesar de já estar garantida, a seleção brasileira corre atrás do primeiro lugar do torneio. Com a derrota para a Bolívia por 2 a 1, domingo, em La Paz, o time manteve a liderança, com 33 pontos, mas ganhou a companhia do Paraguai, que bateu os venezuelanos por 2 a 1, fora de casa, e atingiu a mesma pontuação, mas perdendo no saldo de gols (22 contra dez). O Chile, terceiro com 30 e também classificado para a Copa, também tem chances.
- Os quatro primeiros nunca estiveram tão próximos. Até o jogo passado, oito seleções estavam disputando a classificação. Acredito que as seleções aprenderam a disputar as eliminatórias, contrataram treinadores e deram estrutura. Foi uma competição muito complicada. Felizmente, conseguimos a classificação antecipada contra a Argentina. Não poderia ter sido melhor, lá dentro. Agora, queremos terminar em primeiro – afirmou Dunga.
A resposta começou a aparecer a partir da 13ª rodada, com a goleada por 4 a 0 sobre o Uruguai, em Montevidéu. O Brasil emplacou vitórias consecutivas diante de Paraguai (2 a 1) e Argentina (3 a 1) e garantiu a vaga.
- Quando se inicia um trabalho é mais do que normal que tenha desconfiança. Mas tudo na vida a gente não pode falar antes de acontecer. Iniciamos o trabalho com apenas três jogadores que tinham disputado a Copa. Tínhamos que buscar novos valores e dar oportunidades a novos talentos – lembrou o técnico.
A missão de Dunga agora é fechar o grupo que seguirá à África do Sul. Alguns jogadores ainda disputam as últimas vagas e aguardam por uma chance para mostrarem que poderão estar entre os 23 escolhidos. Depois das eliminatórias, o Brasil fará apenas mais três jogos até a Copa: dois em novembro (dia 11, sem adversário definido, e dia 14, contra a Inglaterra) e outro em março.
Já a Venezuela tenta terminar em alta sua melhor participação nas eliminatórias. Até a rodada anterior, a equipe ainda tinha chances de ir ao Mundial, mas a derrota em casa para os paraguaios acabou com o sonho. Mesmo assim, o time faz bonito em comparação com os anos anteriores, quando era dono absoluto do último lugar. Neste momento, está em sétimo lugar, com 21 pontos.
Kaká e Luis Fabiano escalados
Apesar de ter poucos jogos para testar outros atletas, Dunga promete escalar força máxima. Gilberto Silva, Kaká e Luis Fabiano, poupados diante da Bolívia, voltam ao time. Em compensação, Daniel Alves e Josué receberam o terceiro cartão amarelo e não jogam. O treinador não confirma a escalação, mas uma das novidades deve ser o volante Lucas, único representante do Mato Grosso do Sul no grupo.
- Os três que ficaram fora vão voltar, e o restante nós vamos ver. Contra a Bolívia, nós mexemos mais em relação ao que estamos habituados. Contra a Venezuela, a gente vai manter uma linha dorsal mais fixa – explicou o treinador.
A expectativa, contudo, é de que Dunga observe alguns jogadores no segundo tempo, casos do meia Diego Souza e do atacante Diego Tardelli. Adriano, que sofreu um corte no pé esquerdo, treinou na terça-feira e deve ficar no banco de reservas.
Na Venezuela, o técnico César Farias manterá a base da equipe que perdeu o último jogo. As apostas estão concentradas no sistema ofensivo, com Arango, Rondón e Maldonado. O último é o artilheiro da equipe, com seis gols, apenas três a menos que Luis Fabiano e Suazo, do Chile, goleadores máximos da competição até agora.
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